terça-feira, 26 de novembro de 2013

Sem Sentido!



Chuva ardente de saudade que cai sobre mim
Deixa marcas de amor, passado.
Água que corre deixa quente a alma
Derrama sangue de saudade pelas veias carbonizadas
Deixa fogo no olhar
Queima quem no meu caminho se atravessar
Sou raiva perdida
Sou dor enfurecida
Quero-te perto mas longe da dor que sou
Triste caminho partido
Vida de sobressalto
Quando mais sonho mais o desejo vai alto
Quanto mais te quero mais me abandonas
Quanto mais te desejo mais escurece a noite
Caminho por montanhas invisíveis
Num cansaço desprezável
Onde nasceu um beijo agora e prado seco
Onde nasceu amor agora é fonte seca
Sinto o meu coração a parar
Sinto a minha pulsação a diminuir
Sinto-me a morrer pela tua ausência
Diz-me…
Onde irei terminar esta caminhada?




Hoje parei e pensei!



Hoje parei, olhei a minha volta e senti o vazio que me acompanha.
Pensei que na minha solidão amorosa fosse encontrar a minha paz, a cura para todas as minhas feridas.
Mas agora reparo que é a solidão que me começa a consumir. Que tais feridas ainda não sararam.
E nem mesmo o tempo será o remedio que procuro.
Por dentro o meu coração está vazio, por fora a muralha mantem-se de pé, mas prevejo a sua queda muito antes de eu querer.
Mas será que sou capaz de me redimir e de voltar a desejar alguém?

Serei capaz de amar depois de tanta dor e sofrimento?