terça-feira, 26 de novembro de 2013

Sem Sentido!



Chuva ardente de saudade que cai sobre mim
Deixa marcas de amor, passado.
Água que corre deixa quente a alma
Derrama sangue de saudade pelas veias carbonizadas
Deixa fogo no olhar
Queima quem no meu caminho se atravessar
Sou raiva perdida
Sou dor enfurecida
Quero-te perto mas longe da dor que sou
Triste caminho partido
Vida de sobressalto
Quando mais sonho mais o desejo vai alto
Quanto mais te quero mais me abandonas
Quanto mais te desejo mais escurece a noite
Caminho por montanhas invisíveis
Num cansaço desprezável
Onde nasceu um beijo agora e prado seco
Onde nasceu amor agora é fonte seca
Sinto o meu coração a parar
Sinto a minha pulsação a diminuir
Sinto-me a morrer pela tua ausência
Diz-me…
Onde irei terminar esta caminhada?




Hoje parei e pensei!



Hoje parei, olhei a minha volta e senti o vazio que me acompanha.
Pensei que na minha solidão amorosa fosse encontrar a minha paz, a cura para todas as minhas feridas.
Mas agora reparo que é a solidão que me começa a consumir. Que tais feridas ainda não sararam.
E nem mesmo o tempo será o remedio que procuro.
Por dentro o meu coração está vazio, por fora a muralha mantem-se de pé, mas prevejo a sua queda muito antes de eu querer.
Mas será que sou capaz de me redimir e de voltar a desejar alguém?

Serei capaz de amar depois de tanta dor e sofrimento?

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Vendeu-me á Morte!

Quando aquela pétala cai e eu deixo de respirar, a morte é o caminho que eu quero encontrar.
Perdida na fúria da raiva, um raio me atinge, deixando-me imóvel para o amor que me impinge.
Sozinha na noite escura, escorrega o sangue na aventura deixando o amor abandonado, seguindo o caminho de horrores, dizendo abençoado seja aquele que me mata de amores.
E por entre ramos de árvores desfolhadas, perco-me nas encruzilhadas pelo brilho dos  teus olhos, que me segue em todas as passadas.
Deixo o rasto para que sigam meu exemplo, virar a vida num só contemplo.
De lágrimas caidas no momento de solidão, deixando para trás este amor, esta paixão, que num só momento esteve presente no meu coração ardente, batendo pela pessoa que um dia me deu a mão e chorou a meu lado.
Dizendo amo-te quando no fundo me odiava por eu ser independente e seguir um caminho que nem sempre era decente.
Falava de mil joias na qual eu era a mais valiosa. Vendeu-me á morte quando sem sorte,  por ele fui deixada!